A revista Info traz um artigo de uma página sobre a nova mania na rede: o "instant messaging'' e a guerra de cunho comercial envolvida nesta questão. Um belo artigo, que acaba apontando para protocolos abertos como a ferramenta capaz de contrapor-se à tendência a monopólio que está se despontando e que preocupa cada vez mais; um tema e tanto. Acho que eu precisava de um número inteiro do BCC News para desenvolver adequadamente este tema!Outra matéria muito interessante é um artigo convidado pela revista. Convidaram Jeffrey Sachs, o professor de Harvard, a escrever sobre globalização. Ele acabou concluindo que o mundo não é mais dividido por ideologia, mas por tecnologia. E escreve sobre o poder divisivo da tecnologia e de como a percepção da tecnologia e a capacidade de inovação de cada país determinam o seu futuro no quadro que vivemos. Aborda também as mudanças necessárias para lidar com a nova realidade. Este artigo faz a gente pensar muito. A região sul do Brasil é classificada no artigo como ``capaz de adotar tecnologias'' enquanto a maior parte do país é classificada como ``tecnologicamente excluída''. No hemisfério Sul nem pensar na categoria de ``inovadores tecnológicos'' (com a exceção da Austrália) cujos 5 maiores líderes correspondem a 10% da população mundial, são responsáveis por 41% da produção mundial e por 87% das patentes válidas nos Estados Unidos. E nós? Como vamos enfrentar esta situação? Será que estamos nos preparando adequadamente para o futuro?Finalmente, o artigo mais extenso da semana é dedicado a um ``survey'' de 22 páginas sobre ``Governo e Internet'', um impacto e tanto, mas que não tenho condições de analisar aqui em maior profundidade. Ficou curioso? Leia o ``The Economist''. Posso lhe assegurar que o ``survey'' é muito interessante.E o BCC? Onde fica o Bacharel de Ciência da Computação neste quadro multidisciplinar e multi-cultural? Será que estamos preparados para adquirirmos e fornecermos uma formação multidisciplinar e multi-cultural? Eu tenho as minhas dúvidas. Mas é importante registrar que o Bacharel de Ciência da Computação é uma peça essencial neste processo, se ele souber se adaptar à nova realidade. Ele é essencial, pois é o que melhores condições tem de entender e de interpretar a tecnologia digital das redes computacionais. E este é um aspecto essencial e indispensável do processo em curso. Mas ele tem que entender que o seu maior valor não está mais em si mesmo, mas na sua capacidade de interagir com outras profissões e com outras culturas. Na sua capacidade de levar o seu conhecimento para fora da sua área específica de atuação. Um desafio e tanto!
terça-feira, 16 de setembro de 2008
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